Dias Perfeitos

... eu pensei em mim, eu pensei em ti, eu chorei por nós...

Estava eu a pensar, a vida é mesmo curta, cada minuto que não nos damos valor é muito tempo perdido, em contrapartida me surpreendi com algo, só tenho dezenove anos é uma fração pequena dessa não extensa vida, posso ter três ou quatro vezes mais que isso, ótimo isso ter me tocado a consciência muito embora eu seja um adolescente a querer abraçar o mundo e viver tudo o que quero de uma única vez mesmo que isso me custe o amanhã...
Não, eu não reclamo de engatinhar no mundo profissional, na minha independência... isso faço questão de construir dia-a-dia e conquistar meu lugar, assim como venho muito felizmente conquistando meu espaço com minha família...
Mas uma coisa não me sossega, o coração, ele não pára, seja por gostar ou por não gostar não raciocina, não leva em consideração o tempo. E às vezes pareço esquecer como uma paixão não é duradoura e que por mais que ela me enlouqueça saio vivo e maduro. Não vou confessar por completo porque vou me sentir despido, mas entre todas tenho uma paixão diferente, não sei se é porque estou viver ela agora, talvez seja, mas essa é fênix, nasce e renasce das cinzas... arde como um incêndio, me fascina, me consome mas quando está pelo final, inicia de novo, como se eu fosse burro, alias o coração não pensa, a filosofia que diz que o coração tem razões que a própria razão desconhece é mentira, não domino meu coração e quando não há coincidência o que ele deseja é diferente da minha forma de pensar e querer a vida, prova que ele não é racional.
O Mestre diz, ele sabe e eu repito: que a minha loucura seja perdoada...

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